Quando se fala de guarda e convivência com filho pós divórcio,
um dos maiores desafios é sem dúvida a comunicação.
Na prática o que percebo é que boa parte dos desentendimentos e
conflitos que surgem e vão se avolumando decorrem de um achar que o outro entendeu
o que foi dito, sem a preocupação de se certificar de que isso realmente tenha
acontecido.
... é o típico: Ahh... ela sabe disso, afinal sempre foi
assim...ou ahh... eu não vou falar nada, ele me conhece há anos deveria saber que... ou então, Ahh...
eu falei, se não entendeu a culpa não é minha,
Entenda. Ele(a) não sabe nada;
não deveria nada, e, a culpa é sua sim.
É sua a responsabilidade por
comunicar adequadamente aquilo de que precisa. Se não tem preocupação com isso
hoje, não poderá reclamar (nem mostrar que está certo ou porque não errou)
amanhã quando os problemas chegarem.
Habitue-se a comunicar com
clareza aquilo que você quer/precisa e o que espera do outro. Ninguém é
obrigado a passar a vida tentando adivinhar o que o outro está pensando.
Perceba que nenhum relacionamento
sobrevive assim e quando acontece, invariavelmente vem os desentendimentos,
frustrações e mal-entendidos.
No casamento você tem chance de
corrigir, conversar, explicar, (embora isso seja frequentemente estopim para
divórcio) mas... quando acontece no divórcio ou em uma relação de algum modo
estremecida, você não terá mínima chance, simplesmente por que não há diálogo,
muito menos boa vontade para ouvir e entender o seu ponto de vista.
Minha mãe sempre dizia: Ninguém
sabe o que calado quer, portanto fale, deixe claro o que precisa e
certifique-se que a sua mensagem tenha sido compreendida.
Nem todo conflito começa grande,
por isso cuidar dos ruídos da comunicação é essencial para que se consiga
manter uma convivência saudável.
Experimente e perceba que quanto
mais clara e precisa for a sua comunicação menos conflito, e por consequência
menos contato, você precisará ter com outro.
Pense nisso.

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